Alfabetização de Mulheres em Angola
Um projeto que garante o direito de ler e escrever às angolanas

Por Ismael dos Santos 04/10/2018 às 18:11

Alunas em sala de aula estudando Alunas em sala de aula estudando. — Foto / Arquivo pessoal

Para o casal de professores, Ismael e Michele dos Santos, ajudar o povo angolano a ler e escrever é mais do que ensinar a ter domínio do lápis no papel, é mais do que decodificar as letras do alfabeto, é mais do que consciência fonêmica. Alfabetizar, é no mínimo, ensinar o educando a conquistar cidadania. É contribuir com ferramentas para que seu pensamento seja mais esclarecido, organizado e crítico para tomadas de decisões.

“Nosso projeto de alfabetização busca contribuir para um novo tempo em Angola. Isto é, um tempo em que se acredita que o desenvolvimento social, econômico e político começam pela educação. E, saber ler e escrever, é um direito de cada pessoa”, completa Ismael.

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Antes de saírem de sua terra natal, no Rio Grande do Sul, no ano de 2016, já pensavam em fazer uma escola de alfabetização em Angola. “Através de nossas pesquisas ainda no Brasil, sabíamos que iríamos encontrar este cenário de analfabetismo bem acentuado entre as mulheres em Angola”, afirma o professor Ismael.

Hoje, em Angola, sabemos que o analfabetismo tem como uma das suas principais causas a guerra de 1975, que durou cerca de 27 anos em Angola. O país ainda sofre com as sequelas desse confronto: pobreza, desigualdade, desemprego, corrupção, entre outras mazelas. A professora Michele disse que: “Sabemos que Angola pouco a pouco está melhorando e avançando. Mas, ainda falta muita coisa para melhorar. E é nesse contexto de crescimento que entra o nosso projeto de alfabetização. Ele vem unir forças com o Governo e a sociedade em geral para erradicar o problema do analfabetismo, principalmente entre as mulheres”, explica a professora Michele. Ismael acrescenta: “Temos otimismo, foco, determinação e ação em conjunto para mudar os dados atuais de analfabetismo em Angola”.

O projeto que começou no dia 18 de abril de 2017, com 32 mulheres no município do Cazenga em Luanda e alcançou o respeito e a admiração das autoridades do Governo e dos profissionais da educação.SAIBA MAIS

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