Cuidando da relação que sustenta a parentalidade e o desenvolvimento emocional
Ser mãe, pai ou cuidador(a) muda a vida. E nem sempre essa mudança vem só com alegria. É comum aparecerem dúvidas, medo, cansaço, irritação, culpa ou um sentimento difícil de explicar — principalmente quando a gestação, o parto ou a chegada do bebê não acontecem como foi sonhado (Maldonado, 1976/—; Iaconelli, 2015).
Vínculo é o nome que a gente dá ao laço emocional que vai se construindo entre o bebê e quem cuida. Ele nasce nas micro-experiências do dia a dia: presença, olhar, toque, voz, repetição de rotinas, acalmar, alimentar, brincar, e também nas pausas e nos silêncios.
Em termos simples: vínculo é a sensação de “estamos juntos nisso”.
Na literatura, vale uma diferença importante (sem complicar):
Essa construção não é automática e não precisa ser perfeita para ser boa o suficiente.
Existe um mito perigoso: “se eu não senti amor imediato, tem algo errado comigo”.
Nem sempre. Muitas pessoas se conectam aos poucos — e isso pode ser ainda mais verdadeiro quando há dor, trauma, medo ou exaustão (Iaconelli, 2015).
A terapia existe para ajudar você a sair do “tenho que dar conta” e ir para “posso entender e me apoiar”.
Algumas situações aumentam a vulnerabilidade emocional e podem mexer com o vínculo:
Gravidez não planejada, perdas anteriores, gestação de risco, parto traumático, cesárea de urgência, prematuridade e UTI neonatal.
Tristeza intensa, ansiedade, irritabilidade, insônia, sensação de inadequação, depressão pós-parto (em mães e também em pais). A literatura mostra que sofrimento parental pode afetar a interação e o clima emocional da casa — e por isso vale cuidar cedo (Piccinini et al.; Frizzo).
Isolamento, falta de suporte, sobrecarga, violência, vulnerabilidade social. Uma escuta responsável precisa considerar o contexto, sem moralizar o sofrimento.
Às vezes, a chegada do bebê reativa memórias e feridas antigas — e isso pode atrapalhar a espontaneidade do cuidado. Fraiberg descreveu como histórias não elaboradas podem “entrar na cena” do cuidado, sem que a pessoa perceba (Fraiberg, 1975).
Quando há atraso no desenvolvimento, condições médicas, síndromes ou preocupações com sinais do desenvolvimento, é comum os pais se sentirem perdidos, com medo do futuro e com dificuldade de se conectar “para além do diagnóstico”.
Aqui, dois cuidados importantes:
Na terapia, o foco é: como vocês estão vivendo isso, como proteger o vínculo e como sustentar um cuidado possível — sem culpabilização. A clínica pais-bebê enfatiza uma ética do cuidado onde o bebê é considerado sujeito e onde o sofrimento é escutado “a tempo” (Parlato-Oliveira; Teperman).
Quer entender se isso faz sentido para você? Me chame no WhatsApp →O acompanhamento pode acontecer de diferentes formas, dependendo da necessidade:
Sem o bebê em alguns momentos, para organizar emoções, culpa, medo, conflitos e exaustão.
Quando faz sentido observar e apoiar a relação “ao vivo” (rotina, trocas, brincadeira, acalmar).
Expectativas, “autoexigência”, acordos do casal, rede de apoio e limites reais.
A ideia não é “ensinar um jeito certo de cuidar”. É ajudar você a encontrar um jeito possível e mais leve, com mais segurança emocional.
Em linguagem simples: quando quem cuida está mais amparado, fica mais fácil perceber e responder ao bebê com presença — e isso tende a favorecer a relação (e não “garante” nada de forma automática).
Frequência: geralmente semanal, mas pode ser ajustada. Duração: 50 minutos. Online ou presencial: atendimento em Cachoeirinha-RS e também online para todo Brasil (inclusive para brasileiros no exterior), conforme Resolução CFP nº 11/2018.
Quer saber mais sobre como funciona? Fale comigo →Cada processo é único. Ainda assim, muitos pais relatam:
Esses efeitos não são promessas, e sim possibilidades clínicas. A ética profissional exige cuidado com expectativas e respeito à singularidade de cada família (CFP, 2022; CRP, s.d.).
Este acompanhamento pode ajudar especialmente em situações como:
Inclusive pré-natal psicológico (Arrais, 2015).
Com foco em cuidado do vínculo e articulação com rede de saúde.
Se você (ou alguém da família) estiver vivendo qualquer um destes sinais, procure ajuda imediata na rede de saúde/urgência:
Este site é informativo e não substitui avaliação em situação de crise.
Atuo como psicólogo em Cachoeirinha-RS, Gravataí e região (e também online para todo o Brasil e brasileiros no exterior), com foco no cuidado da relação pais-bebê, integrando:
Meu objetivo é ajudar você a atravessar essa fase com mais segurança, confiança e leveza.
Não necessariamente. Em alguns momentos, pode ser útil ter o bebê presente para observar a relação “ao vivo”; em outros, as sessões são só com os pais. Isso é conversado e ajustado conforme a necessidade.
Não há um número fixo. Cada caso é único. Alguns processos são breves, outros mais longos. O importante é o ritmo que fizer sentido para você e sua família.
Sim, o atendimento online é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP nº 11/2018) e pode ser tão efetivo quanto o presencial, desde que haja condições técnicas e um ambiente reservado.
Não. A terapia atua no campo emocional e relacional, e pode integrar a rede de cuidados. Quando necessário, conversamos sobre encaminhamentos e articulação com outros profissionais.
Se você sente que precisa de apoio para entender melhor seu bebê, fortalecer o vínculo ou atravessar um momento difícil da maternidade ou paternidade, eu posso te ajudar.
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Vamos pensar juntos no melhor caminho para você e seu filho.
Atendimento presencial em Cachoeirinha-RS, Gravataí e região | Online para todo Brasil e brasileiros no exterior
Luis Ismael dos Santos – Psicólogo CRP 07/40640
Especialista em Psicologia Perinatal e Desenvolvimento Humano
(APA – ordem alfabética)
Compromisso ético: sem promessas de resultado; cada caso é único. A confidencialidade e o respeito à sua singularidade são a base de cada encontro (CFP, 2005; CFP, 2022).
Luis Ismael dos Santos | Psicólogo CRP 07/40640
Especialista em Psicologia Perinatal e Desenvolvimento Humano