Terapia para o Vínculo Pais-Bebê | Ismael dos Santos - Psicólogo CRP 07/40640

Terapia para o Vínculo
Pais-Bebê

Cuidando da relação que sustenta a parentalidade e o desenvolvimento emocional

Ser mãe, pai ou cuidador(a) muda a vida. E nem sempre essa mudança vem só com alegria. É comum aparecerem dúvidas, medo, cansaço, irritação, culpa ou um sentimento difícil de explicar — principalmente quando a gestação, o parto ou a chegada do bebê não acontecem como foi sonhado (Maldonado, 1976/—; Iaconelli, 2015).

O que é o vínculo pais-bebê?

Vínculo é o nome que a gente dá ao laço emocional que vai se construindo entre o bebê e quem cuida. Ele nasce nas micro-experiências do dia a dia: presença, olhar, toque, voz, repetição de rotinas, acalmar, alimentar, brincar, e também nas pausas e nos silêncios.

Em termos simples: vínculo é a sensação de “estamos juntos nisso”.

Na literatura, vale uma diferença importante (sem complicar):

  • Vínculo (laço): a relação afetiva global.
  • Apego/segurança (attachment): com o tempo, o bebê aprende se pode contar com o adulto para se sentir seguro (Bowlby, 1969/1982).
  • Ligação afetiva dos pais (bonding): como os pais vão se conectando emocionalmente ao bebê (Stern, 1995).

Essa construção não é automática e não precisa ser perfeita para ser boa o suficiente.

O vínculo nem sempre “nasce pronto” (e isso não significa falta de amor)

Existe um mito perigoso: “se eu não senti amor imediato, tem algo errado comigo”.

Nem sempre. Muitas pessoas se conectam aos poucos — e isso pode ser ainda mais verdadeiro quando há dor, trauma, medo ou exaustão (Iaconelli, 2015).

A terapia existe para ajudar você a sair do “tenho que dar conta” e ir para “posso entender e me apoiar”.

Quando pode ficar mais difícil se aproximar do bebê?

Algumas situações aumentam a vulnerabilidade emocional e podem mexer com o vínculo:

Gestacão, parto e pós-parto

Gravidez não planejada, perdas anteriores, gestação de risco, parto traumático, cesárea de urgência, prematuridade e UTI neonatal.

Saúde mental parental

Tristeza intensa, ansiedade, irritabilidade, insônia, sensação de inadequação, depressão pós-parto (em mães e também em pais). A literatura mostra que sofrimento parental pode afetar a interação e o clima emocional da casa — e por isso vale cuidar cedo (Piccinini et al.; Frizzo).

Rede de apoio e contexto

Isolamento, falta de suporte, sobrecarga, violência, vulnerabilidade social. Uma escuta responsável precisa considerar o contexto, sem moralizar o sofrimento.

Histórias antigas que “voltam”

Às vezes, a chegada do bebê reativa memórias e feridas antigas — e isso pode atrapalhar a espontaneidade do cuidado. Fraiberg descreveu como histórias não elaboradas podem “entrar na cena” do cuidado, sem que a pessoa perceba (Fraiberg, 1975).

E quando o desenvolvimento é atípico ou existe uma suspeita?

Quando há atraso no desenvolvimento, condições médicas, síndromes ou preocupações com sinais do desenvolvimento, é comum os pais se sentirem perdidos, com medo do futuro e com dificuldade de se conectar “para além do diagnóstico”.

Aqui, dois cuidados importantes:

  • Evitar rótulos precoces: em vez de “o bebê tem X”, falamos em sinais, hipóteses e necessidades de avaliação.
  • Agir cedo, sem esperar: quando há atrasos identificados, recomenda-se encaminhar para avaliação e intervenção apropriadas o quanto antes (AAP; NICE).

Na terapia, o foco é: como vocês estão vivendo isso, como proteger o vínculo e como sustentar um cuidado possível — sem culpabilização. A clínica pais-bebê enfatiza uma ética do cuidado onde o bebê é considerado sujeito e onde o sofrimento é escutado “a tempo” (Parlato-Oliveira; Teperman).

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Como funciona na prática?

O acompanhamento pode acontecer de diferentes formas, dependendo da necessidade:

Sessões com os pais/cuidadores

Sem o bebê em alguns momentos, para organizar emoções, culpa, medo, conflitos e exaustão.

Sessões com o bebê presente

Quando faz sentido observar e apoiar a relação “ao vivo” (rotina, trocas, brincadeira, acalmar).

Trabalho com a parentalidade

Expectativas, “autoexigência”, acordos do casal, rede de apoio e limites reais.

A ideia não é “ensinar um jeito certo de cuidar”. É ajudar você a encontrar um jeito possível e mais leve, com mais segurança emocional.

Em linguagem simples: quando quem cuida está mais amparado, fica mais fácil perceber e responder ao bebê com presença — e isso tende a favorecer a relação (e não “garante” nada de forma automática).

Frequência: geralmente semanal, mas pode ser ajustada. Duração: 50 minutos. Online ou presencial: atendimento em Cachoeirinha-RS e também online para todo Brasil (inclusive para brasileiros no exterior), conforme Resolução CFP nº 11/2018.

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O que pode melhorar na prática?

Cada processo é único. Ainda assim, muitos pais relatam:

Relatos frequentes

  • mais calma e clareza para lidar com o bebê
  • menos culpa e menos sensação de “não dou conta”
  • mais conexão e prazer nas pequenas rotinas
  • melhora na comunicação entre os cuidadores
  • mais confiança para tomar decisões e pedir ajuda quando precisa

Esses efeitos não são promessas, e sim possibilidades clínicas. A ética profissional exige cuidado com expectativas e respeito à singularidade de cada família (CFP, 2022; CRP, s.d.).

Para quem é indicado?

Este acompanhamento pode ajudar especialmente em situações como:

Gestacão e pós-parto

Inclusive pré-natal psicológico (Arrais, 2015).

Prematuridade/UTI neonatal

Depressão pós-parto, ansiedade, exaustão parental

Luto gestacional/neonatal, perdas simbólicas

Adoção e parentalidade não-gestacional

Dificuldades de conexão com o bebê (ou medo de “falhar”)

Suspeitas/diagnósticos do desenvolvimento

Com foco em cuidado do vínculo e articulação com rede de saúde.

Quando buscar ajuda com urgência

Se você (ou alguém da família) estiver vivendo qualquer um destes sinais, procure ajuda imediata na rede de saúde/urgência:

  • pensamentos de se machucar ou machucar o bebê
  • desorganização intensa, delírios/alucinações, confusão grave (sinais possíveis de urgência psiquiátrica no pós-parto)
  • violência doméstica ou risco físico
  • uso problemático de álcool/drogas para “aguentar”

Este site é informativo e não substitui avaliação em situação de crise.

Meu trabalho profissional

Atuo como psicólogo em Cachoeirinha-RS, Gravataí e região (e também online para todo o Brasil e brasileiros no exterior), com foco no cuidado da relação pais-bebê, integrando:

Pilares da minha abordagem

  • Psicoterapia psicanalítica
  • Conhecimento científico do desenvolvimento infantil
  • Escuta acolhedora e especializada
  • Olhar humano e sem julgamentos

Meu objetivo é ajudar você a atravessar essa fase com mais segurança, confiança e leveza.

Perguntas frequentes

Preciso levar o bebê para as sessões?

Não necessariamente. Em alguns momentos, pode ser útil ter o bebê presente para observar a relação “ao vivo”; em outros, as sessões são só com os pais. Isso é conversado e ajustado conforme a necessidade.

Quantas sessões costuma durar?

Não há um número fixo. Cada caso é único. Alguns processos são breves, outros mais longos. O importante é o ritmo que fizer sentido para você e sua família.

Dá para fazer online?

Sim, o atendimento online é regulamentado pelo Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP nº 11/2018) e pode ser tão efetivo quanto o presencial, desde que haja condições técnicas e um ambiente reservado.

Terapia substitui pediatra/fono/neuropediatra?

Não. A terapia atua no campo emocional e relacional, e pode integrar a rede de cuidados. Quando necessário, conversamos sobre encaminhamentos e articulação com outros profissionais.

Vamos conversar?

Se você sente que precisa de apoio para entender melhor seu bebê, fortalecer o vínculo ou atravessar um momento difícil da maternidade ou paternidade, eu posso te ajudar.

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Vamos pensar juntos no melhor caminho para você e seu filho.

Atendimento presencial em Cachoeirinha-RS, Gravataí e região | Online para todo Brasil e brasileiros no exterior
Luis Ismael dos Santos – Psicólogo CRP 07/40640
Especialista em Psicologia Perinatal e Desenvolvimento Humano

Referências (base teórica)

(APA – ordem alfabética)

  • Arrais, A. R., & Araujo, T. C. C. F. (2015). Pré-natal psicológico: Perspectivas para atuação do psicólogo.
  • Bowlby, J. (1982). Attachment and loss: Vol. 1. Attachment (Original work published 1969). Basic Books.
  • Conselho Federal de Psicologia. (2022). Nota Técnica nº 01/2022/SOE/Plenária: Uso profissional das redes sociais.
  • Fraiberg, S. (1975). Ghosts in the nursery.
  • Frizzo, G. B. (2005). Interação mãe-bebê em contexto de depressão materna (revisão).
  • Iaconelli, V. (2015). Da maternidade à matrescência: uma questão de desejo (Tese de doutorado, USP).
  • Lebovici, S. (1987). O bebê, a mãe e o psicanalista.
  • Maldonado, M. T. (1976/—). Psicologia da gravidez, parto e puerpério. Vozes.
  • Parlato-Oliveira, E. (2017). Os primeiros passos na intervenção com bebês em risco de sofrimento psíquico (entrevista).
  • Piccinini, C. A., & colaboradores. (2003). O impacto da depressão pós-parto para a interação mãe-bebê.
  • Rodrigues, O. M. P. R., & colaboradores. (2021). Interação mãe-bebê: vinculação e práticas parentais.
  • Stern, D. N. (1995). The motherhood constellation. Basic Books.
  • Teperman, D. W. (1999). Do desejo dos pais ao sujeito do desejo.
  • Winnicott, D. W. (1960). The theory of the parent–infant relationship. Int. J. Psychoanal., 41, 585–595.

Compromisso ético: sem promessas de resultado; cada caso é único. A confidencialidade e o respeito à sua singularidade são a base de cada encontro (CFP, 2005; CFP, 2022).